quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Decreto


Aqui no meu sonho
Vejo-te despertar
De um sonho profundo
Em meu mundo você irá acordar
A flor da pele de emoção
Embalando-me nessa canção
De versos que me mostram no olhar
Que a vida é sem graça
Quando você não está
Quero te ver, pra sempre tocar
As palavras que para realidade
Me fazem despertar
Uma vida sem rumo
Que esconde duplo-fundo
De alma abandonada
Mais que é dona do próprio destino
Que cultiva laços e afetos
De uma vida mal aventurada
É mais que um afeto
É mais que um decreto
Não mais quero pra ti
Essa sua vida ingrata
Esse é meu bem-querer
Que em sua essência possa esconder
Um enorme “q” de pecado
Mais isso são coisas que agente
Talvez não possa escolher
Sei que vou estar sempre por perto
Em cada música que você tocar
Em cada livro que você ler
Em cada resto de comida que você deixar.

Andreza Montes Sousa
Registrei com meus olhos
Coisas que jamais pude sonhar
Pessoas garimpando o lixo
Como única forma de se sustentar
Essa miséria inacabável
A qual se rege meu país
Transformando amor em violência
Fazendo um povo cada dia mais infeliz
O aumento da camada de ozônio
Tornou-se algo insustentável
E o planeta terra está se tornando
Um lugar inabitável
Caminhos, destinos e encontros...
Que insistem em se desencontrar
De uma dura realidade
A qual precisamos despertar
Uma herança para nossos filhos
Da natureza temos que deixar
Para que um dia no futuro
Nada venha a nos faltar

Andreza Montes Sousa
Você se tornou de repente não mais que de repente
Aquele que, em alma sempre esteve próximo, o distante.
Feriu-me sem tocar, me mordeu sem nunca me beijar.
Pedi para aquela a quem chamo de vida
Que a dor da tua partida a luz nunca viesse a ofuscar
Tão doces eram os sonhos de que um dia à distância
Viesse a ser realmente alegoria
E esse sorriso que me conduz
Invadisse de vez esse meu dia-a-dia
E veio aquela certeza de que era mesmo você
A pessoa que um dia em sonho um alguém me falou
Que não era ali o lugar certo para te procurar
Diz-me, qual o caminho me leva até você?

Andreza Montes Sousa
Ao teu lado me vi assim derrepente
Brigando contra o tempo, me coloquei a te esperar.
Longe de ti, descobri te amar inocente.
Eu assisto ao tardar o meu sonho aos poucos desmoronar
E minha sina se mostrou displicentemente
Dissolver em vida sem ao menos poder te tocar
Sim, o pretérito se fará imperfeito meramente.
Se ao pensar em você consigo escrever
Palavras puras de uma presença inexistente
E desperdiças meu mel só pelo prazer de me ver sofrer
Vejo que para ti me tornei um porto seguro simplesmente
E há sempre algo de ausente que me atormenta a cada instante
Anoiteço, adormeço com sentimentos que gritam escandalosamente.
Atordoando-me, deixando cada vez mais louca, alienada, delirante.
E se descubro que meu desejo jamais há de se concretizar
Terei de um dia me calar ou pra sempre vivê-lo utopicamente...

Andreza Montes Sousa

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Quando não se tem nada a perder
Eu penso que preciso me encontar
Certamente na escola da vida
Ou talvez em uma mesa de bar
Na quimera de uma vida vazia
Como é patético se buscar em outro ser
Ser, estar,fugir, lutar,nascer e se acabar
Fugir sempre de mim,e me acomodar
Será mesmo essa a solução?!?
Será verdade ou vetagem em nossa realidade...
Nosso pão?!?
Outros porcos irá alimentar
Vejo que é preciso ser urgente
É preciso mentes vazias despertar
Já que o mundo vive de mentiras
Esperando um dia que a verdade venha ofuscar.

Andreza Montes Sousa

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Um alguém

Eu quero um alguém
Que me mostre em um olhar
A grandeza de amar
Que me faça viver bem

Eu preciso de alguém
Que advinhe meus pensamentos
E me faça viver bons momentos
Que me queira amar também

Eu necessito de alguém
Que tenha um beijo com gosto de mel
E num só beijo me leve ao céu
Que me leve sempre além

Eu imploro por alguém
Que não me faça sentir dor
Nessa de brincar de amor
Que não me faça de refém...

Andreza Montes Sousa e
Felipe Marques Borges(Quick)
Na escuridão do pensamento
De uma mente vazia
Cabelos ao vento
Sigo cantando a melodia

Não sei se o papel
Ou a fotografia
Jurando ser fiel
Numa certa hora fria

Cabeça doendo de porre
Vejo que preciso ser urgente
O tempo por entre os dedos escorre
É preciso plantar a semente

Não quero mais pensar
O que seria poder te amar
Na noite, no dia
Exatamente nessa hora fria...

Andreza Montes Sousa